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Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural

 
 
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  • Salah H. Khaled Jr.

Nota do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural



Nota do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural sobre o conteúdo do vídeo “Criminologia Cultural: As Seduções do Crime”, postado por @ricardokrug, coordenador do @introcrim, no canal do youtube “Introdução à criminologia”.


O Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural é uma entidade civil sem fins lucrativos, cuja finalidade consiste no desenvolvimento da Criminologia Cultural brasileira. Jeff Ferrell, Keith Hayward e Wayne Morrison, três dos seus principais expoentes, participam ativamente dos projetos desenvolvidos no âmbito do Instituto, que nos últimos anos publicou obras como Explorando a Criminologia Cultural, Novas Aventuras em Criminologia Cultural e as traduções de Crimes de Estilo: o grafite urbano e a as políticas da criminalidade, de Jeff Ferrell, além de Criminologia Cultural: um convite, de Jeff Ferrell, Keith Hayward e Jock Young, um livro premiado e reconhecido como um dos mais importantes da Criminologia no século XXI. O trabalho de criminologistas culturais apoia vários periódicos internacionais, organizações regionais e conferências globais, como a revista Crime, Media, Culture, publicada pela editora Sage.


Normalmente, o trabalho de youtubers não seria de interesse de um Instituto de caráter estritamente acadêmico, por mais que tenha difusão e alcance. No entanto, embora não exista um tratamento propriamente científico do objeto, o conteúdo é apresentado com ares de cientificidade, como se fosse uma fonte confiável sobre a Criminologia Cultural e os seus fundamentos, o que motiva a publicação da presente nota. O vídeo em questão não representa adequadamente a Criminologia Cultural, que é caracterizada de modo inteiramente equivocado. Se o autor do vídeo pretende criticar a Criminologia Cultural, deve ao menos fazer uma revisão bibliográfica adequada, para evitar o que são equívocos grosseiros sobre a constituição do campo, seus pressupostos metodológicos, abordagens e temas retratados. Não é objeto desta nota listar tais equívocos, até porque não faz parte do escopo do Instituto dialogar com racionalidades simplificadoras e superficiais.


A Criminologia Cultural é, desde o seu início em meados da década de 90, um campo abertamente convidativo. É neste espírito que convidamos o autor do vídeo, Ricardo Krug, para que formule academicamente a sua crítica e a publique em um veículo acadêmico apropriado, caso tenha interesse genuíno em debater questões que envolvem níveis micro, meso e macro de análise, método, modernidade, modernidade tardia e pós-modernidade. Na sua presente forma, a crítica é insuficientemente desenvolvida e apresentada, o que impede que seja considerada seriamente.


Salah H. Khaled Jr.

Presidente do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural


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